Gossip Girl 7ª Temporada: Ep 02 - Vocês são o que, animais?



Você quer retribuir toda essa asfixia gostosa que ele te causa, mas  percebe que ele está tão sem fôlego quanto você. Sua respiração é um  pesar tão ruidoso que chega a ser selvagem. Você quer pedir para ele te  apertar mais, como se fosse fisicamente possível estarem ainda mais  próximos. Você o arranha, o suor grudando seu cabelo no rosto, ele está  fascinado pelas suas expressões, como na primeira vez. Na noite em que  você mal sabia o que estava fazendo e ele foi tão gentil. Não parecia o  Chuck Bass essencialmente pervertido e sujo que todos conheciam. Sentada  sobre ele no banco de trás daquela limusine, você sabia que nunca mais o  veria da mesma maneira. Como poderia? Ele foi doce e a cada gemido que te arrancava, você o via prender a respiração, como se quisesse  interromper todos os ruídos possíveis só pra te ouvir. Hoje ele te  conhece o suficiente pra abalar, sem esforços, todos os seus pontos  fracos. Você acha que perderá a consciência por tanto tempo sem  respirar, mas está acordada, viva, o sangue fluindo. Você quer se  segurar nele, mas suas mãos escorregam. O ar está úmido, sua boca seca.  Você grita e no desespero, segura no cabelo dele. Ele sorri, porque gosta.  Ele te observa. Cada linha do seu rosto o fascina. Você chama por ele,  uma, duas, três vezes. Sussurros que só vocês entendem. Você implora com  unhas e dentes, pra que ele te dê alívio e ele atende. Ele está ali por  você, ao seu dispor, como na primeira noite, na segunda, na terceira...  A paixão de vocês molha os lençóis e agora só o que ocupa sua mente é  uma confusão muda do prazer saciado. O peso dele ainda está sobre você,  mas vocês não têm mais forças. Pertencem um ao outro pela eternidade, mas o mundo lá fora logo virá buscá-los. Você quer de novo!
                      
  Chuck rolou para o lado, olhando Blair afastar os cabelos bagunçados do  rosto. Uma gota de suor escorreu entre os seios dela e se Chuck não  estivesse tão cansado, teria provado o gosto com a própria língua. A  música alta no salão abaixo deles soava abafada e sem letra dentro do  quarto.
                      
- Temos que... encontrar os outros. - Blair ofegou, puxando para cima o vestido preso em sua cintura. 
                      
 - Não! Fica! - Chuck pousou o braço sobre as pernas dela. 
                      
- Há uma criança perdida nesse hotel. 
                      
 - Não está perdido, está com o tio Jack! 
                      
- Então há duas! - Blair se levantou e passou os braços por baixo das alças do vestido azul. 
                      
 - Me dê só um minuto! - Ele respirou fundo, passando a mão pelo cabelo úmido. 
                      
- Ligue pra Dorota! Avisa que estamos chegando! 
                      
 Blair saiu do pequeno quarto atrás do mezanino, se esforçando para fechar o zíper em suas costas. 
                      
- Blair! - Serena rosnou, pisando com força no carpete carmim. Seus cabelos pulando no rabo de cavalo.
                      
 - S! - Blair abriu os braços e logo os fechou, para segurar o vestido. 
                      
- Qual é o seu problema? Estou te procurando de quarto em quarto há quase uma hora! 
                      
 Blair ajeitou os fios desgrenhados para trás e respirou fundo. 
                      
- Eu estava em no meio de... uma coisa!
                      
  - É como esteve todo o último ano? No meio de uma coisa? Por que não me  escreveu de volta? Eu importo tão pouco assim? Eu não esperava muito do  Chuck, mas de você? Deveríamos ser melhores amigas! Contar uma com a  outra...
                      
Blair tentou fechar o zíper do vestido disfarçadamente. 
                      

 - E o Henry! Não o vejo há um ano e você prefere armar toda uma exposição pública antes de me dar um telefonema? 
- Shhhh! Chega! Você está estragando a surpresa! 
                      
 Serena piscou algumas vezes.
                      
- O que?
                      
  - Eu voltei por sua causa, Serena van der Woodsen! - Blair puxou os  cabelos para o ombro e virou de costas. Serena segurou o vestido e subiu o  zíper - Seu comportamento estava me assustando. Foram vinte e oito  e-mails em um mês!
                      
Blair se virou de volta e suspirou. 
                      
 - Era  hora de voltar para casa. Salvar minha amiga com problemas em manter  relacionamentos de longo prazo. Para de ser tão chorona!
                      
- Você largou Paris por minha causa? Blair, eu...
                      
 - Eu sei, eu sei. - Blair a abraçou sentindo o cheiro de shampoo de camomila. 
                      
- Mas e o Nate?
                      
 - Ah, o Nate sabia! - Blair a soltou com um tapinha de consolo nas costas. - Agora temos que encontrar os outros.
                      
- Serena. - Chuck saiu do quarto refazendo o nó na gravata.
                      
 - Chuck... - Ela olhou para um de cada vez - Ai meu Deus, vocês estavam transando aí dentro? Vocês são o quê, animais? 
                      
Chuck e Blair se olharam. 
                      
 - Há centenas de convidados lá embaixo!
                      
- Tudo bem, S. Nossa festa não é aqui! 
                      
 - Vou procurar os outros. Nos encontrem do lado de fora. - Chuck beijou o cabelo de Blair e se apressou até o elevador.
                      
 xx
                      
  - Eu tinha me esquecido do quanto isso era divertido! - Serena engoliu  um grito empolgado demais e se abaixou para entrar na limusine, seguida por  Blair. 
                      
 - Oi, S.
                      
 Serena olhou para frente e viu Georgina Sparks sentada, com uma postura impecável e uma taça nas mãos.
                      
 - O que ela tá fazendo aqui?
                      
 Georgina mostrou o anelar, esfregando o anel que ganhara de Jack Bass no natal passado. 
                      
 - Não se preocupe, também estamos torcendo pra dar errado. - cochichou Blair.
                      
- Só que não vai. - Georgina tomou um gole do champanhe e olhou pela janela despreocupadamente. 
                      
  Serena puxou o braço de Dan, para que se sentasse ao seu lado, enquanto  Chuck se inclinava na porta para entregar Henry ao colo de Nate. 
                      
 - Estão todos aqui?
                      
 - Você encontrou minha mãe? - Serena colocou a cabeça pra fora. 
                      
 - Não! - Chuck a empurrou de volta para dentro. Ela deu um tapa em sua mão e pulou para o colo de Dan. 
                      
 - Falo com a Lily amanhã! 
                      
  Jack se ajeitou no chão, com a cabeça encostada nas pernas de Georgina.  Tocava Raise Your Glass e a garrafa de espumante passava de mão em mão.  Como nos velhos tempos!
                      
 Dan só queria poder escapar logo dali, mas  mudou de ideia quando Serena lhe ofereceu um pedaço de gelo embebido em  prosecco com a própria boca. Ela era tão claramente ligada a Blair, que  o retorno da Waldorf-agora-Bass pareceu ter provocado uma descarga  elétrica de centenas de wolts sobre a van der Woodsen-agora-Humphrey. 
                      
 xx
                      
 - Blair! Blair! Tá acordada? - Serena cutucou o braço da amiga pela oitava vez. - Estou indo pra casa. 
- Tá! - Blair respondeu com a cara enterrada no edredom. Havia dormido  atravessada na cama, com Chuck praticamente por cima dela. 
                      
  Haviam pessoas espalhadas pelo chão, dormindo desde poucas horas atrás.  Mas já passava do meio-dia e Dan precisava voltar ao trabalho. 
                      
 - Jantar na casa da minha mãe hoje! - Serena sussurrou, ainda se sentia bêbada e mal conseguia se inclinar sem tropeçar pra frente. - Blair, você ouviu?
                      
  - Jantar. Lily. Hoje. Sai daqui, Serena. - Ela resmungou e se virou  para Chuck que a acolheu ainda inconsciente em um abraço muito próximo. 
                      
 - Vamos! - Serena pegou a mão de Dan e pulou Nate, Jack e Georgina até chegar às escadas. 
                      
  - Tia Serena! - Henry gritou e pulou do sofá quando a viu.
                      
  Sua cabeça doeu, mas ela abriu seu maior sorriso. Ela mal pôde reparar  na noite anterior o quanto ele havia crescido. Henry ainda era pequeno  para a sua idade, mas estava pelo menos três centímetros maior do que  quando ela o viu atravessar o portão de embarque no ano anterior.
                      
 -  Estou indo pra casa. Mas vamos nos ver no jantar hoje à noite, está  bem? - Ela beijou seu rosto, manchando-o de batom rosa. - Diga a Dorota  que ela está convidada!
                      
 Ele assentiu com um sorriso tão idêntico ao de Chuck que sempre fazia todos comentar.
                      
 - Tchau, querido! 
                      
 Ele respondeu algo que ela só fingiu entender. Nunca fora a rata da aula de francês. 
                      
 xx 
                      
 - Senhorita Blair!
                      
 Blair atravessou o quarto e foi até a ponta da escada. 
                      
 - Grita mais um vez enquanto eu estiver de ressaca e eu juro que será a última, Dorota.
                      
 - Me desculpe! É que o senhor Jack e a senhorita Georgina já se foram e o senhor Nate levou o senhor Henry ao parque. 
                      
 - Você está só me atualizando ou tem algum argumento?
                      
  - Bem, eu fui convidada pela senhorita Serena para o jantar na casa dos  Van der Woodsen. Gostaria de sair mais cedo para me arrumar.
                      
 - Vai, Dorota! Mas esteja de volta às cinco ou irá de táxi! 
                      
 - Gooooool! - Nate gritou ao sair do elevador com Henry empoleirado em seu ombro.
                      
 - Ai meu Deus do céu! - Blair apertou as têmporas com força. - Leva esse neandertal com você! 
                      
 Nate riu e colocou Henry no chão.
                      
 - Mamãe! Eu chutei a bola em cima da árvore. 
                      
  -  Parabéns, amor! Vem, você precisa de um banho. Dá tchau pro tio Nate! - ela desceu até metade da escada para  pegar a mão do filho.
                      
 - Tchau! - Henry sorriu e saltou pelos degraus. 
                      
 - Nos vemos no jantar! - Nate gritou do primeiro andar. 
                      
 - Tá bom! - Henry gritou de volta. 
                      
 xx 
                      
 Lily tateou os cabelos com a palma das mãos e ajeitou o colar de rubi em seu pescoço.
 A mesa já estava servida e Serena e Dan trocavam carícias, emaranhados no sofá. 
                      
 - Crianças, vou precisar deixá-los à sós por um minuto! 
                      
 - Tudo bem, mãe. - Serena respondeu brincando com os cachos de Dan.
                      
 - Serena! - Willian van der Woodsen apareceu nas escadas, - Seu irmão ao telefone! 
                      
 Ela esticou o braço para pegar o gancho, se inclinando por cima de Dan.
                      
  - Eric? - Serena se recostou no peito de Dan enquanto escutava. - Claro! Espera um pouco. -  Ela ergueu a cabeça olhando para o marido. - Eric vai pegar férias na  faculdade e quer saber se pode ficar com um amigo lá em casa.
                      
 - Sim. - Dan passou uma mecha loira por trás da orelha dela. 
                      
- Sim! Também te amo. Tchau.
                      
 O elevador soou e os dois olharam para a entrada. 
                      
 Henry soltou a mão de Blair e correu até Serena, escalando sua barriga.
                      
 - Ai meu Deus! Me invadiram, me invadiram! 
                      
 - Eu sou a França e você a Inglaterra! - Henry gritou. 
                      
Todos olharam para Blair.
                      
 - O que foi? Ele gosta dessas histórias. 
                      
- Tenho uma coisa pra você, tia Serena. - ele disse com um sotaque francês impressionante. 
                      
 - É mesmo? O que é? 
                      
 Henry tirou do bolso da bermuda uma rosa de papel um pouco amassada e lhe entregou. 
                      
 - Ai meu Deus! Você é mesmo um Bass. 
                      
 - Obrigado, irmãzinha! - Chuck parou ao lado de Blair.
                      
Serena ignorou e apertou Henry nos braços.
                      
 - Que bom que veio, Dorota! - Ela se ajeitou, puxando Henry para seu colo. 
                      
 - Agradeço pelo convite, senhorita Serena. Vou ver se estão precisando de ajuda na cozinha! 
                      
 - Nada disso! Você é minha convidada. Senta aí! 
                      
  - Charles! - Lily desceu as escadas seguida por Willian. - Henry! Como  você está crescido! Que bom que estão todos aqui outra vez.
                      
 - Bom te ver, Lily! 
                      
 - Blair, você estava linda na noite passada! Serena estava colérica em sua ausência. 
                      
 - Tá bom, mãe! 
                      
  O elevador se abriu outra vez e uma convidada extra surgiu seguida por Nate. A  garota sorridente se dirigiu a cada um desferindo beijos rápidos em seus  rostos.
                      
 - O que ela tá fazendo? - Blair cochichou pra Nate.
                      
 - Ela não é daqui. É italiana, eu acho.
                      
 - Pobre, Nate! Muda a nacionalidade, mas o molde é exatamente o mesmo.
                      
 - Do que você tá falando?
                      
  Mas Blair não prestava mais atenção. Ela viu de canto, Chuck sussurrar  algo no ouvido de Lily que acenou com a cabeça, em preocupação.
                      
 - Do que você tá falando? - Nate insistiu.
                      
 - Todos para a mesa! - Lily anunciou com um sorriso educado.

CONTINUA NO 3º EPISÓDIO.
CRÉDITOS: Tera Macouzet

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